
Conheça o novo centro de informação e pesquisa que disponibilizamos publicamente, assinalando o 90.º aniversário da chegada dos primeiros 151 presos políticos e sociais ao Campo de Concentração do Tarrafal.
Face aos silêncios institucionais que escondem essa sinistra efeméride, entendemos prosseguir e aprofundar o trabalho já anteriormente realizado, disponibilizando informação, documentos e estudos que permitam melhor conhecer as realidades que marcaram o Campo da Morte Lenta.
Esse novo centro de informação recolhe também estudos e informações que poderiam não estar anteriormente disponibilizadas ou que puderam, entretanto, ser aprofundadas.
Pretende-se reforçar assim também a verdade histórica dos estudos sobre o Tarrafal e, em especial, barrar o caminho aos facilitismos e deturpações que continuam a aparecer como se fossem verdadeiras.
Estamos seriamente convictos que a verdade tem de acompanhar a musealização do Campo de Concentração do Tarrafal, assegurando participações plurais na sua construção e evitando desvios oportunistas, quer de simples ignorância, quer por via de alegado interesse político ou também económico.
Daí também a relevância essencial da

José António Ribeiro Santos
O assassinato de um estudante no interior da própria Universidade foi a gota de sangue que impeliu muitas vontades
para a luta pela liberdade. Assinalamos o seu heroísmo, já evidenciado nas lutas estudantis e políticas,
em particular contra a guerra colonial.

Amílcar Cabral Ca Mori
O assassinato de Amílcar Cabral em 20 de janeiro de 1973 não impediu o avanço e a vitória da luta de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. A partir de 8 setembro 2024, aceda na internet a documentos essenciais do seu percurso em arquivoscabral.net
sobre o memoriacomum.org
Esta plataforma, criada em 2019, no âmbito da iniciativa cidadã para criação em Lisboa de um Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos, conheceu significativo desenvolvimento e constitui hoje um referencial na luta pela preservação e divulgação da memória histórica.
Conheça o novo centro de informação e pesquisa que disponibilizamos publica-mente, assinalando o 90.º aniversário da chegada dos primeiros 151 presos políticos e sociais ao Campo de Concentração do Tarrafal.
Face aos silêncios institucionais que escon-dem essa sinistra efeméride, entendemos prosseguir e aprofundar o trabalho já anteriormente realizado, disponibilizando informação, documentos e estudos que permitam melhor conhecer as realidades que marcaram o Campo da Morte Lenta.
José António Ribeiro Santos
O assassinato de um estudante no interior da própria Universidade foi a gota de sangue que impeliu muitas vontades para a luta pela liberdade. Assinalamos o seu heroísmo, já evidenciado nas lutas estudantis e políticas, em particular contra a guerra colonial.
Amílcar Cabral Ca Mori
O assassinato de Amílcar Cabral em 20 de janeiro de 1973 não impediu o avanço e a vitória da luta de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. A partir de 8 setembro 2024, aceda na internet a documentos essenciais do seu percurso em arquivoscabral.net
Esta plataforma, criada em 2019, no âmbito da iniciativa cidadã para criação em Lisboa de um Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos, conheceu significativo desenvolvimento e constitui hoje um referencial na luta pela preservação e divulgação da memória histórica.
BIOGRAFIAS EM DESTAQUE
Para lá de dezenas de milhares de presos políticos – desconhecendo-se a sua extensão nas antigas colónias – de assassinatos políticos friamente premeditados, mortes em manifestações, durante a tortura e na deportação e do exílio de milhares de portugueses, o Estado Novo recorreu ainda à proibição de exercício da profissão, a demissão ou proibição de acesso à função pública, à censura da imprensa e de obras literárias, condicionando para sempre a vida dos opositores da ditadura.
É em nome desse dever de memória que aqui deixaremos algumas biografias de resistentes, homens e mulheres que passaram pelos cárceres do Império, sofreram a deportação, o exílio, o desemprego, a proibição de exercerem a sua profissão, a impiedosa censura das suas obras.
CÁRCERES DO IMPÉRIO
A fixação de residência e o banimento
A Ditadura foi responsável pela fixação de residência e deportação de milhares de oposicionistas. A «colocação do preso à disposição do Governo» foi especialmente aplicada pela Ditadura Militar.
Na sequência da revolta de 3 e 9 de fevereiro de 1927, essa disposição passou a ser aplicada sistematicamente. Centenas de deportados seguiram em levas consecutivas rumo à Madeira, aos Açores, à Guiné, a Cabo Verde, a S. Tomé e Príncipe, a Angola e a Timor, estimando-se que, só em Angola estariam mais de 4.000 desterrados.
O MEMORIAL
Inauguração 25 abril 2019, 14.00 horas
Em 3 de janeiro de 2019, um grupo de cidadãos e cidadãs apresentou ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa uma proposta que visava a salvaguarda da memória da Resistência e das vítimas da ditadura - homens e mulheres presos e torturados, condenados em simulacros de tribunais, exilados e deportados, assassinados, impedidos de exercer as suas profissões e modos de vida, que viram as suas famílias perseguidas e humilhadas e as suas obras censuradas.
Essa Resistência, dos mais variados quadrantes políticos, abriu o caminho para o dia inicial inteiro e limpo / onde emergimos da noite e do silêncio, cantado por Sophia de Mello Breyner.
Eis o que agora se pretende honrar com este Memorial.
A Comissão Organizadora
Alfredo Caldeira | Artur Pinto | Diana Andringa | Gaspar Barreira | Helena Pato | Joana Lopes | João Esteves | Luís Farinha | Margarida Tengarrinha | Pedro Adão e Silva | Rita Veloso | Sara Amâncio
PRESOS POLÍTICOS
Apresentamos neste sítio na Internet milhares de nomes de presos pelo regime deposto em 25 de abril de 1974.
Na sua maioria, trata-se de portugueses e portuguesas encarcerados ao longo dos 48 anos de duração da ditadura.
Ainda assim, incluimos também algumas centenas de nomes de nacionalistas africanos, na sua maioria julgados e condenados no chamado «Processo dos 50» em Angola e em «julgamento» similar em Moçambique ou deportados para o campo de concentração de Chão Bom/Tarrafal (1961-1974).
Consulte «Presos» no Menu.